Entenda o que a Igreja Católica ensina sobre libertação espiritual, espíritos malignos, oração, sacramentos e combate espiritual cristão.
Entenda o que a Igreja Católica ensina sobre libertação espiritual, espíritos malignos, oração, sacramentos e combate espiritual cristão.

Libertação espiritual: como vencer a ação dos espíritos malignos

Libertação espiritual, saiba como vencer a ação dos espíritos malignos segundo a Igreja Católica.

Existe uma pergunta silenciosa que muitas pessoas carregam dentro do coração — e, muitas vezes, carregam sozinhas:

“Por que sinto um peso espiritual tão grande?”
“Por que certas tentações parecem sempre voltar?”
“Por que, mesmo rezando, às vezes sinto inquietação, medo ou confusão interior?”
“Existe influência espiritual negativa?”
“Espíritos malignos realmente existem?”
“Há, de fato, libertação espiritual?”

Essas perguntas não nascem apenas da curiosidade. Muitas vezes, nascem da dor. Nascem de experiências interiores difíceis de explicar. Nascem de batalhas espirituais invisíveis. Nascem daquele sentimento profundo de estar carregando algo pesado demais para o próprio coração suportar.

E aqui existe uma verdade importante:

👉 a Igreja Católica não ignora essa realidade.

Ao contrário.

A Igreja, com sabedoria de dois mil anos, reconhece com clareza a existência do combate espiritual, a realidade dos espíritos malignos, a ação ordinária da tentação e, em casos raros e extraordinários, manifestações espirituais mais intensas — sempre discernidas com enorme prudência pastoral e doutrinal.

Mas existe outra verdade ainda mais importante:

👉 Cristo já venceu o mal.

Essa é a base de tudo.

Antes de falarmos sobre demônio, tentação, opressão espiritual, oração de libertação espiritual ou exorcismo, precisamos colocar algo no centro:

o centro não é Satanás.

O centro é Jesus Cristo.

O centro é a Cruz.

O centro é a Ressurreição.

O centro é a vitória definitiva de Deus sobre o pecado, sobre a morte e sobre todo poder das trevas.

Sem essa verdade, qualquer conversa sobre espíritos malignos vira medo.

Com essa verdade, a conversa se transforma em esperança.

E é justamente isso que a Igreja ensina.

Aprofundamento “A libertação dos espíritos malignos” com exorcista internacional
De 12 a 14 de junho, a Comunidade Canção Nova realiza mais uma edição do aprofundamento “A libertação dos espíritos malignos”.

Por que a Canção Nova está falando sobre libertação espiritual?

Se existe um sinal de que esse tema merece ser tratado com profundidade, ele aparece justamente em grandes iniciativas de evangelização sérias dentro da Igreja.

A Comunidade Canção Nova promoverá, entre os dias 12 e 14 de junho, um aprofundamento intitulado “A libertação dos espíritos malignos”, reunindo nomes de enorme autoridade pastoral e teológica no tema .

Entre os participantes está o Padre Cristián Cabrini, sacerdote da Diocese de San Isidro, na Argentina, com ampla experiência internacional no ministério de libertação e atuação na formação de exorcistas .

Também estarão presentes:

  • Padre Pedro Paulo, exorcista e representante em língua portuguesa da Associação Internacional dos Exorcistas ;
  • Professor Luis Santamaria, especialista no estudo de seitas, Nova Era e fenômenos espirituais sobrenaturais ;
  • Danilo Gesualdo, pregador, ministro de oração por cura e libertação, e autor voltado a essa temática .

A proposta do encontro é profundamente pastoral:

muitos vivem feridas interiores, opressões espirituais, escravidões invisíveis e batalhas profundas da alma — e precisam encontrar cura, restauração e liberdade em Deus .

Perceba a diferença:

não é sensacionalismo.

não é espetáculo espiritual.

não é “caça ao demônio”.

É formação.

É discernimento.

É oração.

É cura interior.

É vida sacramental.

É busca sincera pela verdadeira libertação espiritual.

E isso é profundamente católico.

Espíritos malignos realmente existem? O que a Igreja ensina

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Aqui precisamos falar com clareza.

Sim.

👉 A Igreja Católica ensina claramente que Satanás e os demônios existem.

Isso não é metáfora.

Não é figura psicológica.

Não é símbolo abstrato do mal.

Não é construção cultural.

O Catecismo da Igreja Católica ensina:

“Por trás da opção desobediente de nossos primeiros pais há uma voz sedutora, oposta a Deus, que por inveja os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja veem neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou demônio.” (CIC 391)

Isso é muito importante.

A Igreja não trata essa realidade como mito.

Mas também não trata com paranoia.

Há equilíbrio.

O Catecismo continua:

“O poder de Satanás, porém, não é infinito. Ele é apenas criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura; não pode impedir a edificação do Reino de Deus.” (CIC 395)

Essa frase deveria acalmar profundamente o coração de muitos cristãos.

Veja bem:

o demônio existe.

Mas não é igual a Deus.

Não possui poder infinito.

Não domina tudo.

Não controla a história.

Não está acima da graça.

Não está acima da Cruz.

Não está acima da Misericórdia divina.

👉 Jesus é Senhor.

E isso muda toda perspectiva espiritual.

Como os espíritos malignos costumam agir ordinariamente

Aqui existe um erro comum: pensar que a principal ação do mal acontece em fenômenos extraordinários.

Não.

Na maior parte das vezes, a atuação ordinária do maligno acontece de forma muito mais silenciosa.

Muito mais sutil.

Muito mais cotidiana.

Muito mais interior.

A principal arma do inimigo costuma ser:

👉 a tentação.

A tentação ao pecado.

A tentação ao orgulho.

A tentação à desesperança.

A tentação à impureza.

A tentação ao ressentimento.

A tentação à mentira.

A tentação ao desânimo espiritual.

A tentação ao afastamento de Deus.

A tentação à tibieza.

A tentação de acreditar que rezar “não adianta”.

A tentação de pensar:

“Deus me abandonou.”

“Não vale a pena lutar.”

“Não consigo mudar.”

“Já estou perdido.”

“Minha vida espiritual acabou.”

Esses pensamentos, quando acolhidos e cultivados, tornam-se portas interiores perigosas.

São Pedro alerta:

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o diabo, anda ao redor de vós como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.” (1Pd 5,8-9)

Perceba:

São Pedro não manda entrar em pânico.

Não manda viver com medo.

Não manda superstição.

Ele manda:

👉 vigiar
👉 resistir
👉 permanecer firme na fé

Isso é combate espiritual católico.

Entenda o que a Igreja Católica ensina sobre libertação espiritual, espíritos malignos, oração, sacramentos e combate espiritual cristão.
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Nem tudo é ação demoníaca: discernimento é fundamental

Aqui entramos num ponto decisivo.

Muita gente atribui ao demônio aquilo que, na verdade, pode ter origem em:

  • feridas emocionais profundas;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • trauma;
  • hábitos de pecado;
  • culpa mal elaborada;
  • vícios;
  • esgotamento mental;
  • desequilíbrios psicológicos;
  • vida espiritual negligenciada.

Nem toda inquietação espiritual é opressão.

Nem toda dor interior é influência extraordinária.

Nem toda dificuldade é “trabalho espiritual”.

Nem toda luta é ação extraordinária dos espíritos malignos.

A Igreja é extremamente prudente nisso.

Por isso, discernimento espiritual maduro sempre considera:

  • dimensão espiritual;
  • dimensão humana;
  • dimensão emocional;
  • dimensão psicológica;
  • contexto moral;
  • vida sacramental.

Essa visão integral protege o fiel do exagero e da superstição.

E protege também contra o erro oposto:

achar que tudo é apenas psicológico e ignorar a dimensão espiritual da vida.

O catolicismo não abraça extremos.

Abraça verdade.

Abraça discernimento.

Abraça prudência.

Abraça esperança.

A verdadeira libertação espiritual começa muito antes de qualquer oração de libertação

Aqui está uma chave que pode mudar completamente a vida espiritual de quem está lendo.

Quando ouvem falar em libertação espiritual, muitos imaginam imediatamente:

  • oração forte;
  • imposição de mãos;
  • manifestações extraordinárias;
  • sessões específicas de libertação;
  • exorcismo.

Mas, para a Igreja, o caminho ordinário da libertação espiritual começa em outro lugar:

👉 na conversão sincera.

Na confissão bem feita.

Na Eucaristia recebida com fé.

Na renúncia ao pecado.

Na oração perseverante.

Na Palavra de Deus.

Na vida de graça.

Na humildade.

Na obediência a Deus.

Na santidade cotidiana.

Porque a maior escravidão espiritual não é fenômeno extraordinário.

É o pecado habitual.

E a maior libertação espiritual começa quando Cristo reina verdadeiramente no coração.


Os sacramentos: a maior fonte de libertação espiritual que muitos esquecem

Existe um erro espiritual muito comum em nossos dias: buscar soluções extraordinárias para batalhas espirituais ordinárias.

Muitas pessoas procuram:

  • orações muito específicas;
  • fórmulas espirituais;
  • campanhas intensas;
  • encontros de libertação;
  • conteúdos sobre espíritos malignos;
  • experiências espirituais impactantes;

mas, ao mesmo tempo, negligenciam justamente aquilo que a Igreja sempre apresentou como caminho ordinário e mais poderoso de proteção, cura e libertação espiritual:

👉 os sacramentos.

Essa é uma verdade profundamente católica — e profundamente libertadora.

Porque a maior parte da batalha espiritual do cristão não é vencida em experiências extraordinárias, mas em fidelidade simples, concreta e perseverante à vida sacramental.

A Igreja nos ensina que os sacramentos são canais reais da graça de Deus. Não são apenas símbolos emocionais. Não são ritos vazios. Não são tradição cultural.

São encontro verdadeiro com Cristo.

E onde Cristo reina, as trevas perdem espaço.

A Confissão: uma poderosa experiência de libertação espiritual

Poucas coisas têm tanta força espiritual quanto uma confissão sincera.

Quando alguém se aproxima do sacramento da Reconciliação com humildade, arrependimento e propósito real de mudança, algo profundamente espiritual acontece:

👉 cadeias interiores começam a ser quebradas.

Porque o pecado cria vínculos interiores desordenados:

  • culpa;
  • apego;
  • escravidão espiritual;
  • enfraquecimento da vontade;
  • endurecimento do coração;
  • distância de Deus.

Quando a absolvição sacramental acontece, a alma é lavada pela graça.

Muitos buscam libertação espiritual sem perceber que Cristo já deixou um sacramento de libertação extraordinariamente poderoso:

👉 a confissão.

São João Maria Vianney dizia:

“O Senhor é mais rápido em perdoar do que uma mãe em arrancar seu filho do fogo.”

Que imagem bonita.

E espiritualmente verdadeira.

Uma boa confissão pode trazer:

  • paz interior profunda;
  • clareza espiritual;
  • força contra tentações;
  • cura interior;
  • renovação da alma;
  • recomeço.

Isso é libertação espiritual real.

A Eucaristia: Cristo vivo dentro de você

Aqui entramos no maior tesouro da Igreja.

Quando falamos de combate espiritual, precisamos lembrar:

👉 nenhuma força espiritual é maior do que a presença real de Jesus Cristo.

Na Santíssima Eucaristia, não recebemos “uma bênção simbólica”.

Recebemos o próprio Cristo:

Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

Pense nisso profundamente:

aquele diante de quem os demônios tremem…
aquele diante de quem o inferno perde força…
aquele que venceu Satanás na Cruz…
aquele que ressuscitou glorioso…

entra sacramentalmente em nós.

Como isso não transformaria uma alma?

Como isso não fortaleceria espiritualmente?

Como isso não iluminaria escuridões interiores?

Muitos cristãos procuram libertação espiritual em lugares extraordinários, enquanto Jesus os espera no altar.

Aqui está uma verdade que precisa ecoar:

👉 comungar bem é uma das maiores experiências de libertação espiritual que um católico pode viver.

A Unção dos Enfermos e a graça da cura

Outro ponto pouco compreendido.

A Unção dos Enfermos não é apenas “para quem está morrendo”.

É sacramento de fortalecimento espiritual profundo em momentos graves de enfermidade física ou fragilidade intensa.

A graça sacramental fortalece a alma, conforta o coração e ajuda no combate espiritual ligado ao sofrimento.

Cristo toca o enfermo.

E quando Cristo toca, sempre há graça.

Oração de libertação espiritual: como rezar do jeito certo segundo a Igreja

Quando ouvem falar em oração de libertação espiritual, algumas pessoas imaginam algo dramático, intenso, quase cinematográfico.

Mas a espiritualidade católica aponta primeiro para a simplicidade profunda.

A oração de libertação começa por algo simples:

👉 voltar-se para Deus com sinceridade.

Não existe fórmula mágica.

Não existe frase secreta.

Não existe “palavra poderosa” isolada.

Existe fé.

Existe conversão.

Existe humildade.

Existe vida de oração.

Existe perseverança.

Uma oração católica de libertação espiritual geralmente inclui:

  • louvor a Deus;
  • profissão de fé em Jesus Cristo;
  • renúncia ao pecado;
  • renúncia ao mal;
  • pedido humilde de proteção;
  • invocação da graça divina;
  • confiança total em Cristo.

Exemplo:

Senhor Jesus Cristo,
eu creio que sois meu Salvador e meu Senhor.
Renuncio ao pecado, renuncio a tudo aquilo que me afasta de Vós e coloco minha vida sob a autoridade da vossa Cruz.
Lava-me com Teu precioso Sangue, protege minha mente, meu coração e minha alma.
Fortalece-me na fé, guarda-me de toda influência espiritual negativa e faz-me viver plenamente na Tua graça.
Senhor, liberta-me de toda escravidão interior e conduz-me na verdadeira liberdade dos filhos de Deus.
Amém.

Isso é profundamente católico.

Cristocêntrico.

Seguro.

Fiel à Igreja.

São Miguel Arcanjo, São Bento e os santos no combate espiritual

A Igreja sempre soube que o cristão não combate sozinho.

Deus nos dá auxílio espiritual abundante.

Entre esses auxílios, dois nomes brilham fortemente.

São Miguel Arcanjo

São Miguel representa a fidelidade total a Deus.

Seu nome significa:

👉 “Quem como Deus?”

Essa pergunta destrói o orgulho — raiz da rebelião de Satanás.

A oração tradicional continua sendo fortíssima:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio…

Essa oração não alimenta medo.

Alimenta confiança.

São Bento

A espiritualidade beneditina é profundamente marcada por ordem, oração, disciplina e firmeza espiritual.

A medalha de São Bento, vivida com fé autêntica (não superstição), é sinal poderoso de pertença a Cristo.

Mas aqui é importante lembrar:

não é metal que protege.

👉 é Cristo.

O sacramental aponta para Cristo.

Nunca substitui Cristo.

São Padre Pio

Poucos santos falaram tão claramente sobre combate espiritual quanto São Padre Pio.

Ele lembrava:

“O demônio é como um cão preso por corrente. Se você não se aproximar, ele não morde.”

Que sabedoria.

Muitas tentações ganham força porque nos aproximamos demais do que nos enfraquece espiritualmente.

Evitar ocasiões de pecado já é grande proteção espiritual.

O que enfraquece espiritualmente uma alma e abre brechas interiores

Aqui precisamos ser muito honestos.

Existem escolhas que enfraquecem profundamente a vida espiritual.

Entre elas:

  • vida habitual de pecado grave;
  • pornografia;
  • ocultismo;
  • práticas esotéricas;
  • superstição;
  • consulta espiritual fora da fé cristã;
  • rancor cultivado;
  • vícios desordenados;
  • desprezo pelos sacramentos;
  • afastamento da oração;
  • espiritualidade sem discernimento;
  • abertura à Nova Era.

Essas coisas desorganizam interiormente a alma.

Não porque tudo seja imediatamente “manifestação demoníaca extraordinária”, mas porque afastam da graça.

E quando nos afastamos da luz…

a escuridão encontra mais espaço.


Tentação, opressão espiritual, obsessão e possessão: qual é a diferença?

Aqui entramos num ponto delicado — e extremamente importante.

Quando se fala sobre espíritos malignos, muita gente mistura tudo: tentação, sofrimento emocional, opressão espiritual, influência negativa, obsessão demoníaca e possessão. Isso gera medo, confusão e, muitas vezes, até superstição.

A Igreja, porém, sempre tratou esse assunto com muita prudência, discernimento e profundidade pastoral.

Vamos colocar ordem nisso.

1) Tentação: a forma mais comum de combate espiritual

Essa é, de longe, a atuação espiritual negativa mais ordinária.

Toda pessoa é tentada.

Jesus foi tentado no deserto:

“Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo.” (Mt 4,1)

Se o próprio Cristo enfrentou tentação, nós também enfrentaremos.

A tentação costuma agir por meio de sugestões interiores:

  • pensamentos de desânimo;
  • impulsos de orgulho;
  • desejos desordenados;
  • convites à impureza;
  • inclinações ao ressentimento;
  • mentiras interiores (“você não vale nada”, “Deus não te ama”, “não adianta lutar”).

Mas atenção:

👉 ser tentado não é pecado.

O pecado começa quando consentimos livremente.

E aqui existe esperança:

cada tentação resistida fortalece a alma.

Cada “não” dado ao mal fortalece espiritualmente.

Cada ato de fidelidade aprofunda a liberdade interior.

2) Opressão espiritual: quando a alma sente peso, mas permanece livre

Alguns autores espirituais utilizam o termo “opressão espiritual” para descrever situações em que a pessoa experimenta um peso espiritual intenso:

  • sensação profunda de escuridão interior;
  • inquietação persistente;
  • medo espiritual desordenado;
  • ataques violentos de tentação;
  • grande aridez espiritual;
  • sensação de bloqueio interior para a oração.

Mas aqui cabe discernimento.

Isso pode ter origem espiritual? Pode.

Pode ter origem emocional ou psicológica? Também pode.

Pode envolver mistura de fatores? Frequentemente.

Por isso a Igreja nunca banaliza diagnósticos espirituais.

Um bom discernimento costuma envolver:

  • vida sacramental;
  • acompanhamento espiritual;
  • oração;
  • prudência pastoral;
  • análise humana e emocional;
  • humildade.

O católico maduro não vê demônio em tudo.

Mas também não ignora a batalha espiritual.

3) Obsessão demoníaca: realidade extraordinária e rara

Aqui entramos em fenômenos extraordinários, mais raros e que exigem discernimento muito sério.

Alguns autores espirituais chamam de obsessão demoníaca ataques espirituais intensos contra a mente ou imaginação:

  • pensamentos obsessivos espiritualmente perturbadores;
  • assaltos interiores violentos;
  • angústias espirituais incomuns;
  • ataques persistentes de grande intensidade.

Mesmo aqui:

👉 discernimento sério é indispensável.

A Igreja jamais parte para conclusões precipitadas.

Sempre considera:

  • saúde mental;
  • contexto humano;
  • histórico espiritual;
  • prudência pastoral.

4) Possessão: raríssima e extraordinária

Essa é a forma extraordinária mais conhecida — e mais mal compreendida.

A possessão verdadeira é raríssima.

Muito rara.

Muito mais rara do que a internet faz parecer.

E a Igreja é extremamente cautelosa.

Antes de qualquer rito oficial de exorcismo, há investigação séria, prudente e profunda.

O Catecismo ensina:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo.” (CIC 1673)

Perceba:

isso é ato da Igreja.

Com autoridade.

Com discernimento.

Com prudência.

Nunca espetáculo.

Nunca curiosidade mórbida.

Nunca show espiritual.

Ocultismo, Nova Era e falsas espiritualidades: perigos reais para a alma

Se existe algo que merece atenção séria dos jovens católicos hoje, é isso.

Muita gente, buscando paz, proteção ou respostas, acaba abrindo portas espirituais desordenadas sem perceber.

Práticas que exigem prudência e rejeição cristã incluem:

  • tarot;
  • astrologia como guia espiritual;
  • consultas mediúnicas;
  • rituais esotéricos;
  • cristais tratados como fonte espiritual;
  • “energias do universo” em substituição à graça;
  • Reiki entendido religiosamente de forma incompatível com a fé;
  • canalizações espirituais;
  • invocação de entidades;
  • magia;
  • superstição religiosa.

O Catecismo fala claramente:

“Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas.” (CIC 2116)

E também:

“Todas as práticas de magia ou feitiçaria […] são gravemente contrárias à virtude da religião.” (CIC 2117)

Por quê?

Porque Deus quer relação filial, não manipulação espiritual.

Cristo não nos chama para buscar poder oculto.

Nos chama para confiança.

Para graça.

Para santidade.

Para verdade.

A maior libertação espiritual é tornar-se verdadeiramente santo

Aqui chegamos ao coração do artigo.

Muitos querem libertação espiritual.

Mas poucos percebem onde está a maior libertação:

👉 na santidade.

Uma alma unida a Cristo torna-se profundamente livre.

Livre do pecado.

Livre da escravidão interior.

Livre de muitos medos espirituais.

Livre de correntes invisíveis.

Livre da mentira do inimigo.

Livre para amar.

Livre para servir.

Livre para viver em paz.

Santa Teresa d’Ávila dizia:

“Nada te perturbe, nada te espante; tudo passa; Deus não muda.”

Isso é liberdade espiritual.

São Bento ensina ordem interior.

São Padre Pio ensina perseverança.

São João Paulo II ensina coragem.

Carlo Acutis ensina pureza de coração.

Os santos mostram:

👉 libertação espiritual verdadeira não é viver obcecado com o mal.

👉 é viver profundamente unido ao Bem.

Como começar hoje um caminho real de libertação espiritual

Se você sente peso interior, confusão espiritual, feridas profundas ou desejo sincero de viver liberdade em Deus, comece aqui:

1. Faça uma confissão profunda

Volte ao sacramento da Reconciliação.

Com sinceridade.

Com entrega.

Com verdade.

2. Volte à Eucaristia com amor

Jesus vivo cura.

Fortalece.

Ilumina.

Liberta.

3. Reze diariamente

Mesmo simples.

Mesmo curto.

Mas constante.

4. Reze o Poderoso Santo Rosário

Nossa Senhora conduz sempre a Cristo.

5. Reze a São Miguel Arcanjo

Peça proteção com fé.

6. Feche portas espirituais erradas

Abandone práticas incompatíveis com a fé.

7. Procure direção espiritual

Não lute sozinho.

FAQ — Perguntas frequentes sobre libertação espiritual e espíritos malignos

Espíritos malignos existem mesmo?

Sim. A Igreja ensina claramente a existência de Satanás e dos demônios, sempre lembrando que são criaturas limitadas e derrotadas por Cristo.

Todo problema espiritual é ação demoníaca?

Não. Muitas lutas têm causas emocionais, psicológicas ou morais. Discernimento é essencial.

Como buscar libertação espiritual católica?

Confissão, Eucaristia, oração, vida de graça, Rosário, Palavra de Deus e acompanhamento espiritual.

Exorcismo é comum na libertação espiritual?

Não. É raro e extraordinário.

Quem vence o mal na libertação espiritual?

👉 Jesus Cristo.

Sempre.


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Conclusão: Cristo é a verdadeira libertação espiritual

Se existe algo que você precisa guardar no coração após ler tudo isso, é esta verdade:

👉 você não precisa viver com medo.

O cristão não foi chamado ao pânico espiritual.

Foi chamado à vigilância.

À fé.

À confiança.

À vida sacramental.

À santidade.

O mal existe.

Os espíritos malignos existem.

O combate espiritual existe.

Mas existe uma verdade maior:

“Tende coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16,33)

Cristo venceu.

E quando Cristo reina em uma alma…

a verdadeira libertação espiritual começa.

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Foto: FreePik

Sobre Rodrigo de Sá

Carioca, nascido e criado no Rio de Janeiro. Católico Apostólico Romano desde sempre. Sou devoto de São Bento e ativo em movimentos da Igreja Católica desde a adolescência, fundei o site Jovens Católicos em 2016 com objetivo de mostrar tudo o que envolve as maravilhas da fé católica. Entre em Nossa Comunidade no Whatsapp Clicando Aqui!

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